domingo, 31 de julho de 2011

Caso: energia a partir da CASCA DE ARROZ


CASE: Urbano Agroindusterial produz energia elétrica a partir da queima da casca de arroz. Iniciou a tecnologia em seu parque industrial em Jaraguá, Sta Catarina,  em 2002/2003. O fato motivador da busca para buscar novas alternativas à energia proveniente das hidrelétricas, foi buscar nas termelétricas a solução para a insegurança gerada por ocasião da escassez de chuvas e baixa produção energética das usinas.

HISTÓRICO E INFOS ATUAIS
O apagão não era para ter acontecido o Brasil deveria e ainda deve se planejar para o progresso diversificando e limpando cada vez mais sua matriz energética, mas pela primeira vez o brasileiro aprendia a usar racionalmente a energia elétrica. A campanha de racionamento, ou racionalização (termo mais ameno usado pelo governo FHC à época, e também pela Folha de São Paulo) serviu também para educar o povo brasileiro o que reflete beneficamente até os dias de hoje, com a criação por exemplo do selo Procel.

OBS: no Japão, atual, com o abalo na principal matriz energética daquele país, a nuclear, devido ao terremoto seguido de tsunami, e a tendência de acréscimo da demanda energética por conta das altas temperaturas do verão a caminho, está sendo colocada em prática a campanha do Cool Biz. Trata-se da adoção da moda norte-americana de usar roupas informais para o verão, introduzida no Japão em 2005, pelo governo Junichiro Koizumi, e reavivada agora para ajudar na redução da emissão de gases poluentes e diminuir a demanda energética, mantendo o ar condicionado em locais de trabalho a 28º C, e permitindo o uso de roupas leves, sem ternos.

Voltando ao estudo de caso:

OBJETIVO da Urbano foi reduzir custos de eletricidade. Produção resultou em excedentes de energia, que foram vendidos foi vendida à concessionária.

O QUE FOI FEITO PELA URBANO? a substituição do gerador à diesel – energia foi gerada a partir da com casca de arroz vendeu energia para a concessionária de energia -> em termos de GEES, o diesel tem 0,8 ton/equiv de petróleo  por biomassa renovável, a casca tem 0 tc/tep – ao plantar já tem carbono absorvido. No balanço do ciclo produtivo fica neutralizada a emissão, já que a casca em conbustão também emite Co2. Mas o que ocorre é que na fotossíntese  há seqüestro de carbono, se o plantio acontecer de forma contínua, com plantio e 21 anos de monitoramento, três ciclos de sete anos, monitoramento e verificação do projeto – MOVEP.

Qual o ganho no mercado de carbono?o projeto ganhou na redução da ilha ((resíduo empilhado) de estoque da casca que normalmente emite metano. Na substituição pelo diesel o metano não será mais emitido – ganho ambiental e há ainda o seqüestro de carbono no plantio (fotossíntese+MOVEP), com reflexo na redução da taxa global de emissão.

Em termos locais, há poluição local e regional.

CASCA DE ARROZ – as cinzas  possuem 95% sílica de alto valor para o setor cimenteiro e fabricantes de telhas e tijolos – aproveitamento do subproduto (resíduo do resíduo). Bem ambiental – resíduo rico em sílica – recurso natural redução de pressão sobre recurso natural.

sábado, 30 de julho de 2011

Carbono, Dióxido dele, combustão, efeito estufa e MUDANÇAS CLIMÁTICAS


A palavra vem do latim carbone (carvão) e foi descoberto ainda pelo homem pré-histórico sob as formas de carvão vegetal e negro-de-fumo (material empregado em arte rupestre).


O carvão vegetal é obtido a partir da madeira ou resíduos vegetais como casca de coco.  Carvão vegetal é biomassa, mas se vier de mata nativa é ilegal, é o chamado carvão de desmatamento. A produção de carvão portanto é insustentável do ponto de vista  ambiental e  social.

Essa biomassa é aquecida a cerca de 550ºC em fornos metálicos ou de barro, sem a presença de oxigênio. Os compostos orgânicos voláteis são evaporados, restando apenas o carbono e alguns resíduos minerais, as cinzas.

Existe na natureza também carvão mineral, formado por troncos, raízes, galhos e folhas de árvores gigantes que cresceram há 250 milhões de anos em pântanos rasos, que se depositaram no subsolo junto ao lodo, foram encobertas e sofreram a pressão da terra transformando-se nas jazidas de carvão, exploradas pelo homem por meio da construção de minas. Desde a época dos grandes descobrimentos o carvão mineral vem substituindo a lenha para a produção de vapor, principal fator de industrialização.

O carbono se apresenta também sob o estado cristalino: como diamante - estado mais precioso e duro, um sólido transparente com massa específica de 3,51g/cm³, usado para cortar vidro - e como grafita, usada na fabricação de lápis.

A maior importância do carbono, no entanto, é o fato de toda matéria viva ser formada pelas combinações de C com outras substâncias e ou elementos. 

O ciclo natural do carbono (devo parte das informações abaixo a minha filha, Anna Laura, futura médica, atual vestibulanda agostiniana do Rio de Janeiro):


Os ciclos do carbono e do oxigênio na natureza são processos fundamentais na ciclagem das substâncias orgânicas que constituem a biosfera, na qual se desenvolvem os fenômenos biológicos. Na primeira etapa do ciclo, a fotossíntese, as partes verdes das plantas absorvem o dióxido de carbono atmosférico (Co2) e o fazem reagir com a água, na presença da luz solar e da clorofila. Formam-se assim compostos de carbono complexos, ou seja a matéria orgânica, usada na respiração, decomposição e combustão natural que eliminarão o Co2 para a atmosfera neutralizando o O2 e não deixando que tudo se oxide, permitindo a vida na Terra.

O Co2 eliminado vai para troposfera, a camada da atmosfera mais próxima da Terra, a mais rica em gases (O2, N2, Co2 e vapor d`água) onde ocorrem os fenômenos meteorológicos, onde há trocas de correntes conforme a altitude avança a temperatura cai, chegando à estratosfera, onde ocorre a absorção dos raios ultravioletas.





Parte da matéria orgânica que entrou em decomposição nos primórdios se acumulou no subsolo e se transformou em petróleo, gás natural e carvão. 



Ciclo antrópico do carbono: combustão dos hidrocabonetos, compostos orgânicos constituídos de carbono e hidrogênio — que formam grandes bolsas em alguns pontos do subsolo, originários de restos vegetais e animais remotos, que ficaram recobertos por estratos durante a evolução da crosta terrestre - são extraídos da natureza e emitidos no final do processo de consumo, ou industrial.


O homem vem estudando plantas industriais capazes de recolocar no subsolo este Co2, mas este será o assunto do próximo post!


A Terra é uma nave que viaja a uma velocidade média de 100.000 km/h, movida a energia solar e reciclagem de matéria, porém, não tem paradas para reabastecer, nossos recursos são finitos.


Carbono encontra-se no canto direito da tabela periódica como um elemento químico não-metálico;
  • Pertencente ao grupo 4a do sistema periódico;
  • O símbolo químico é C;
  • O número atômico, 6;



















segunda-feira, 18 de julho de 2011

American way of life is changing… New way of Green life


EUA lança primeiro relatório abrangente sobre o tamanho da economia verde naquele país.

Esta economia cresce a partir da crise de 2008, as primeiras empresas identificadas nessas economia surgiram em 2003 e já geraram uma quantidade maior de emprego do que outros setores, só perdendo para TI. As empresas constituem basicamente os setores de tratamento de água, despoluição do ar, de equipamentos de substituição das energias fósseis, produção de veículos elétricos, energias renováveis, baterias elétricas, indústria de acessórios de moda recarregáveis para celulares e note books e se concentra na grandes áreas metropolitanas. Em torno de 65% dos empregos se deram nessas regiões, marcadas pelo distanciamento social oriundo da economia capitalista tradicional. É caracterizada por ser muito industrial e exportadora. Este retrato da economia verde baliza dois pontos político e econômico. Do ponto de vista político um estudo como esse revela as tendências do mercado e incentiva a criação de regulação e incentivos ao surgimento de novas empresas verdes. Economicamente um estudo como este gera entendimento sobre a dinâmica deste tipo de economia, em termos de geração de empregos ela é limpa e produz produtos mais limpos, refletindo uma cadeia produtiva mais saudável para o ambiente e para o meio.
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Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/07/13/economia-verde-ja-responde-por-2-7-milhoes-de-empregos-nos-eua-924891768.asp#ixzz1SW00FcUc 
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Recuperação americana
Economia verde já responde por 2,7 milhões de empregos nos EUA

NOVA YORK - A economia limpa está alimentando a indústria e a criação de vagas na maior parte das cidades americanas, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Brookings Institution. Essas vagas vão da produção de painéis solares na cidade de Toledo, em Ohio, à construção de edifícios verdes em Little Rock, no Arkansas.
Produtos e serviços ambientalmente corretos respondem atualmente por 2,7 milhões de empregos nos Estados Unidos, mais que o setor de combustíveis fósseis. Três quartos dessas novas vagas se concentram nas grandes regiões metropolitanas, segundo o estudo "Mensurando a economia limpa".
Os pesquisadores analisaram dados municipais de 2003 a 2010. E encontraram crescimento nas vagas ligadas à economia limpa em cerca de 30 setores, em cem regiões metropolitanas.
- Virtualmente todos os lugares estão participando da economia limpa, mesmo que a forma como o fazem varie muito - disse Mark Muro, diretor do Programa de Políticas Metropolitanas do Brookings e coautor do estudo, ao site SolveClimate News.
O estudo classifica como "empregos limpos" aqueles em "empresas que produzem diretamente bens e serviços com benefícios ambientais, ou bens e serviços sob encomenda que agreguem valor a produtos com benefício ambiental".
Segundo a pesquisa, a Região Metropolitana de Nova York, que abrange a cidade de Nova York, Nova Jersey e Long Island, foi a que mais registrou empregos verdes em 2010, com mais de 150 mil vagas.
Em segundo lugar vem a Região Metropolitana de Los Angeles, com quase 90 mil vagas, seguida pela de Chicago, com cerca de 80 mil.
Os empregos se enquadraram em 39 segmentos de cinco categorias: conservação de recursos agrícolas e naturais; educação; eficiência energética; redução de gases do efeito estufa e reciclagem; e energias renováveis.
O estudo do Brookings foi feito em parceria com a consultoria Battelle Technology Partnership Practice.
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A questão do Lixo

A QUESTÃO DO LIXO

Um dos desafios maiores do mundo é produção de energia limpa, outro é como remanejar o lixo em crescimento constante no mundo, uma boa ideia é associar as duas coisas, o Brasil já autorizou legalmente  a incineração do lixo para produção de energia.

A Dinamarca, como a maioria dos países europeus nessa época do ano, precisa de gás para calefação e lá o combustível chega via gasoduto da Rússia, num processo muito caro, por isso os dinamarqueses estudam o mais rapidamente possível encontrar alternativas à substituição do gás russo. Hoje, 76% dos resíduos sólidos dinamarqueses são incinerados em modernas plantas energéticas que convertem este resíduo em biogás. A parte dos resíduos recicláveis retorna ao processo produtivo, consolidando as rotas de reciclagem. A parte orgânica do lixo tem duas rotas: são transformados em adubo de excelente qualidade ou em biogás. Com a maior produção interna a demanda por essa energia cresce. Aliado à maior oferta de energia mais limpa e barata existe uma meta neste país de reduzir a zero a utilização de combustíveis fósseis em menos de 40 anos. Futuramente a Dinamarca importará lixo dos países circunvizinhos. Onde o lixo é problema para a Dinamarca será solução. 

O lixo planetário terá no futuro outra destinação  que não o aterro, a experiência da Dinamarca pode favorecer. O desafio do Brasil está em ter essas iniciativas de incremento, ir além dos aterros e agregar valor aos cerca de 8 milhões de reais que  são jogados no lixo por ano por não se reciclar, segundo o IPEA.

A recém aprovada e sancionada Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas ainda em fase de regulamentação neste momento, define em câmeras setoriais como cada setor produtivo se organizará com relação ao próprio lixo produzido, como: pneu, bateria, pilha, geladeira, medicamentos fora do prazo de validade, ou seja, cada gênero de resíduo demanda uma destinação adequada. 

No Brasil, até 2014 já não poderá mais haver "lixão". A Política Nacional de resíduos sólidos prevê ainda que só poderá ser incinerado aquilo que for rejeito, ou seja, o lixo, aquilo que de fato não tem mais utilização na cadeia produtiva. 

Vale observar que as tecnologias usadas na Dinamarca não contaminam a bacia atmosférica, lá não há emissão de partículas, prova disso é que a incineração é feita próxima ao palácio real. O grande benefício da incineração é este: poder ser feita em espaços densamente ocupados, desde que se cumpra a lei e os parâmetros de emissão de contaminantes sejam controlados com tecnologia de ponta em permanente vigília e melhoria continuada.  

O lixo ocupando espaços será transformado em cinzas gerando energia para abastecer casas, carros, indústria, etc.

No Rio de Janeiro, a maioria dos resíduos sólidos urbanos atravessa a Via Dutra e sobe em caminhões até ser despejado em Seropédica, em um local que terá de ser encerrado em 30 anos. A ideia desde os primórdios é colocar o lixo para longe, o transporte polui, suja a cidade com caminhões transbordantes e sabe-se que nem 1% do material recolhido em São Pulao e no Rio de Janeiro é reciclado.

No século XXI o lixo não pode mais dar só despesa, com o adensamento populacional as áreas disponível para deposição do lixo diminuiu e a população exige do governo, da iniciativa privada e da academia soluções que transformem a despesa em receita, geração de emprego e renda, atendendo às três dimensões da sustentabilidade. A Política de Resíduos Sólidos abre essa janela de oportunidade, mas para isso a lei terá que ser cumprida.

Cardápio da sustentabilidade incluído

Cerca de 100 chefs experientes de São Paulo introduzem um ingrediente novo em seus cardápios, a SUSTENTABILIDADE


Práticas como a de:
recolhimento e destinação do óleo para geração de biodiesel e sabão;
Projetos arquitetônicos que privilegiam a iluminação natural (economizando energia) e a circulação de ar (o que exige menos refrigeração com aparelhos de ar-condicionado);
Utilização de tijolos de demolição e paralelepípedos reaproveitados após serem retirados de algumas ruas do bairro na construção dos estabelecimentos;
Fachadas é de madeira de reflorestamento pintadas com tinta ecológica e brises e vidros basculantes com perfis resgatados em ferros-velhos, 
Para decoração alguns empresários optam ou por móveis de papelão recoberto com compensado de madeira descartada e os estofamentos das cadeiras com revestimento de sobras de couro da indústria calçadista, ou por aqueles feitos de madeira certificada de reflorestamento; sem falar dos equipamentos de cozinha que podem ir do forno combinado a aparelhos de baixo consumo de eletricidade e alta eficiência, com os devidos selos.

Todo o lixo do local pode deixar de ter a vala comum dos lixões e ter destinação com menos impacto e mais inteligente envolvendo inclusive os clientes da casa, estimulando a evitar o desperdício e transformando os resíduos orgânicos em adubos por exemplo com destino certo, a hjorta dos seus fornecedores naturais e orgânicos, primando pela excelência do cooperativismo em resposta à competição e separando o que puder de reciclável.

A ONG paulista Trevo  recolhe por exemplo o óleo de cozinha que impacta o meio ambiente. Se o óleo é jogado na rede de esgoto ela deixaria de recolher cerca de 200 toneladas/mês  e de beneficiar cerca de 55 familias empregadas com renda de R$1.500,00 cada. A economia de água reduz em 40% os gastos em um restaurante. 


A gastronomia tem como adaptar o cardápio aos prodtuos da estação gerando também maior redução de emissões, já diminuiria o uso de transporte de longas distâncias para colocar na mesa do consumidor aquilo que seu país não te oferece naquele dia do ano, além da conservação desses alimentos, são produtos que necessitam de congelamento, etc. Alguns restaurantes e hotéis já fazem a compensação de carbono com o plantio de árvores. 

Iniciativas como a destinação correta dos resíduos antevê as exigências da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos que exige a adequação de todos até 2012, com a inclusão da  rota de reciclagem e logística reversa, acordo para que as embalagens voltem ao processo produtivo ou tenham destinação correta. No Rio de Janeiro os restaurantes e outros setores, fizeram parcerias com cooperativas o que falta é maior participação e incentivos do Governo e Prefeitura.


domingo, 17 de julho de 2011

MOSAICO CARIOCA

Minc criou e ela reconheceu
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou portaria que reconhece o Mosaico Carioca, conjunto de áreas protegidas previsto na lei das Unidades Nacionais de Conservação da Natureza (9.985/2000- SNUC). A Ministra é técnica, formada pela COPPE-UFRJ e tirou essa lei do papel. Pq Nac da Tijuca faz parte do Mosaico Carioca.