segunda-feira, 21 de maio de 2012

Esporte & Sustentabilidade

MENTES DE FERRO para unir Comunicação, Esporte & Sustentabilidade.
Movimento criado a partir da prática esportiva ao ar livre engaja atletas e sociedade na economia verde
Quem pratica caminhada, corrida, ciclismo e natação no mar usa a natureza como suporte. Por que não unir boas práticas e exercício físico?  A proposta deste movimento é co-criar novas formas de integração socioambiental por meio da empreendizagem e inovação aberta. Acreditamos no potencial de enriquecimento das ideias em fluxo constante de troca para criação de Novos Negócios Sociais no Esporte na cidade olímpica.
 Conectados por meio do HUB Rio, o capital social envolvido no movimento Mentes de Ferro, busca o crescimento pessoal e profissional compartilhado. Não há líderes. Cada um é responsável pelo gerenciamento de sua própria vocação, o envolvimento com a causa torna-se real e duradouro. Os horários não têm rigidez, tampouco não há metas. A conexão de ideias e ideais pode acontecer física ou remotamente. Os pré requisitos são apenas a doação voluntária e apaixonada visando o cuidado com o outro. Ganhar a vida transformando a realidade numa dimensão em que todos ganham é o que nos inspira e une. 
“A ética surge quando o outro emerge diante de nós” - Leonardo Boff
Para realizar tudo isso e inovar com Novos Negócios Sociais Sustentáveis no Esporte é preciso ter MENTES DE FERRO para superar todos os desafios!
“Nada é mais importante do que acreditar em você, não importando o tamanho do desafio que se tem pela frente” – Michael Phelps  maior atleta de natação de todos os tempos.
ONDE E COMO ATUAMOS
A espinha dorsal dos Mentes de Ferros é uma estrada. A rodovia BR116/RJ (Rio-Teresópolis-Além Paraíba) eleita por atletas de ciclismo e triathlon para treinar na cidade do Rio de Janeiro. Identificamos ali empreendedoras comunitárias que investem em negócios no esporte há nove anos. O Posto Parada Personalizada (PPP)  e a lanchonete do pé da Serra de Terê são exemplos de empreendizagem. Apreender fazendo é o negócio deles.
 Neste cenário, e sendo o Rio de Janeiro sede das Olimpíadas, em 2016, buscamos parceiros para promover a integração e o convívio social destes empreendedores, com a comunidade do entorno da estrada, os atletas, motoristas e concessionária, para que a prática esportiva seja mais segura para todos. Desejamos criar juntos uma cultura esportiva na cidade olímpica e acreditamos que desta forma o legado da Rio2016 será verdadeiramente sólido e includente. Faça parte do legado olímpico e participe da economia verde:  estradas@mentesdeferro.org
A fim de dar escala e lançar luz ao movimento e seus valores, criamos um projeto de programa de TV chamado MENTES DE FERRO®, o primeiro sobre esportes de endurance da TV brasileira a ter como pilar de sua gestão ambiental, a neutralização de suas emissões de carbono. Mentes de Ferro na TV terá formato de revista eletrônica e buscará explicar: Por que esportes de endurance (Ironman, Triathlon, Ultramaratonas, Natação em águas abertas, etc.) crescem tanto no Brasil?  O que move essas pessoas? Quem são elas? Como conciliam, o trabalho, o convívio familiar e social à rotina de treinos? Seja um patrocinador, personagem, produtor; apoiador; parceiro; pauteiro ou exibidor:  tv@mentesdeferro.org
 Ainda visando à disseminação do movimento e seus resultados, trabalhamos com palestras sobre Negócios Sociais Sustentáveis no Esporte. Encomende a sua: palestras@mentesdeferro.org.
Provemos também consultorias para adequação e melhoramento de iniciativas esportivas que queiram comunhar com o meio ambiente e populações locais. Contrate os Mentes de Ferro: consultoria@mentesdeferro.org.
Estamos criando a  Cooperativa Mentes de Ferro de Resíduos Recicláveis do Esporte. O foco será tirar da invisibilidade os catadores de lixo que circulam por Copacabana, Leblon, Ipanema e Lagoa, dar maior dignidade e reconhecimento a este trabalho que tem função ambiental essencial à preservação da limpeza urbana e do ambiente. Solicite a coleta na sua tenda, academia ou evento: cooperativa@mentesdeferro.org;
 Com o objetivo de aumentarmos a abrangência de atuação do movimento, nosso investimento social e capital humano tem dado especial atenção a iniciativas com ideais em comum com os do Mentes de Ferro. Como é o caso do projeto Jardim do Amanhã do trialteta Marcelo Esquilo, no Morro do Salgueiro (Tijuca-RJ). Sozinho ele leva, há 15 anos, acima de tudo, afeto a dezenas de crianças. Não tem uma sede, mas tem um terreno no morro, onde quer construir uma casa ecoinstrumentalizada. Nesses anos todos, ele vem utilizando o pátio da Escola Municipal Bombeiro Geraldo Dias, gentilmente cedido pela diretora. Chegou a hora dos Mentes de Ferro encontrarem formas de erguer o mais rápido possível esta obra. Sugira aos Mentes de Ferro o seu projeto, doe, apóie, patrocine este e outros projetos indicados pelos Mentes de Ferro: projetos@mentesdeferro.org;  
ONDE NOS ENCONTRAR
Para todas essas realizações nos reunimos todas às quartas, entre 12h e 14h, no Hub Rio Iniciativa (Rua das Palmeiras 35, Botafogo –RJ). Nossas reuniões são de inovação aberta. Quem se identificou com alguma, ou todas as nossas, propostas é só chegar e se tornar um Mente de Ferro! Lá, parcerias profissionais e conexões valiosas para a vida toda estão sendo estabelecidas.  Como é o caso do projeto Jardim Suspenso, da Roberta Rangé, ou da empresa Vide Verde, de Marcos Rangel, que transformará os resíduos orgânicos dos atletas e de alguns pontos da comunidade em adubo através de compostagem. Assim a Socorro poderá fazer uma horta suspensa usando as garrafas pet como vasinhos para plantar com adubo orgânico os temperos e tomatinhos que compõe os lanches dos esportistas, fechando todo o ciclo.
Engaje-se com os Mentes de Ferro todas às quartas, entre 12h e 14h, no Hub Rio Iniciativa (Rua das Palmeiras 35, Botafogo –RJ) ou remotamente pelo endereço: mentesdeferro@mentesdeferro.org;  Encontros de  inovação aberta.
Parceiros: Jardim Suspenso, da Roberta Rangé, empresa Vide Verde, de Marcos Rangel.
Seja um Mente de Ferro você também!

domingo, 6 de maio de 2012

Relato da vivência no PROJETO JARDIM DO AMANHÃ



Século XXI ou será da espiritualidade ou não o será¹

Sábado fui a campo conhecer um novo projeto. Novo apenas para mim, pois já existe há 15 anos no Morro do Salgueiro.




“Estou na comunidade do Morro do Salgueiro desde 1997 atuando com intervenções voluntárias para apoiar, mesmo em pequena escala, o desenvolvimento social, cultural, físico e espiritual de crianças, jovens e adultos desta comunidade.

Há cerca de 6 anos fundei com um pequeno grupo de amigos (Renata Sola, André Amorim e Cláudia Marques) o Projeto Jardim do Amanhã, e adquirimos um terreno na comunidade com o intuito de construir uma sede onde poderíamos implementar as atividades que já desenvolvíamos, além de tentar oferecer serviços a comunidade, como oficinas culturais, artísticas e esportivas, e buscar oferecer consultas médicas em dias específicos com médicos voluntários.

As obras estacionaram na fundação, e a pequena verba que conseguimos nos levou até um alicerce quase terminado.

Enfim, temos um terreno, uma incipiente construção, dezenas de crianças ao redor, um local de natureza exuberante, muito serviço a fazer, e pouquíssimos recursos materiais para caminhar mais rápido. 

Todas as tardes de sábado estamos por lá, utilizando o espaço interno da Escola Municipal Bombeiro Geraldo Dias, há 15 anos, por gentileza da diretora, porém, com muita vontade de termos um espaço próprio para melhor atender melhor e mais crianças da comunidade”.

Esta é a história de Marcelo Esquilo no Morro do Salgueiro, Zona Norte do Rio, a favela foi pacificada em setembro de 2010 e Esquilo começou seu trabalho voluntário lá em 1997.

Para mim ERA apenas mais um amigo triatleta, Mestre da Universidade Gama Filho, com o qual já dividimos (eu e meu marido) algumas manhãs de sábado, com muito treino, sempre em família e com mesa farta de café da manhã, em sua já tradicional barraca no Posto 6. 


Lá, reúne alunos da universidade para as aulas práticas do curso de natação no mar e de stand up padle e atletas da assessoria esportiva que mantém preparando-os para provas de triathlon, Ironman, travessias aquáticas, etc.


Esquilo, por meio de um pedido de ajuda para terminar de construir a sede do seu legítimo Projeto Jardim do Amanhã, criou conexões com várias pessoas. As relações e conexões que fazemos aqui entre os humanos, também existem no ambiente natural, reservadas as proporções e no campo energético e espiritual, para aqueles que acreditam.


O pensador francês André Maurois disse que se neste século não nos tornarmos mais espiritualizados, humanizados e éticos o século não o será.

Este planeta que nos acolhe, por exemplo, é a nossa casa, quando falamos em ecologia, falamos em estudo da casa, da nossa casa! Homem, natureza, entradas e saídas de energia, essa  economia que nos move, também move a natureza. Tudo está interligado na natureza, o fluxo de alimento das plantas nos fornece o ar e assim vamos criando interdependências, conexões sistemáticas.


No plano das relações humanas, essas conexões hoje unem pessoas com ideais em comum e questionamentos que as movem para modificar alguma realidade.

E para onde olhamos vemos uma realidade distorcida, rejeitada. De fato o modelo econômico e político em que vivemos foi cunhado em 1992, durante a Conferência Internacional da ONU sobre Meio Ambiente no Rio, como sendo:
  • ·         Ecologicamente predatório;
  • ·         Socialmente perverso;
  • ·         Politicamente injusto.

Se este resultado mostrado há vinte anos na Eco 92 reflete o que nós e nossos pais e avós veem fazendo, pela lei de causa e efeito o desperdícios, o aumento das diferenças sociais e entre as minorias, e uso irresponsável dos recursos naturais praticados por nós hoje, continuará a ter implicações no futuro. 

Para quem acredita em reencarnação essa não parece uma tradução satisfatória do processo evolutivo.  O pensamento de Maurois passa por essa lógica.

É evidente que, mesmo não estando mais aqui temos que nos preocupar com o nosso rastro, mas mais importante do que cuidar do planeta para nossos filhos e netos é cuidar melhor dos nossos filhos e netos para o planeta.

E foi esse tipo de cuidado para o bem que presenciei no Jardim do Amanhã, um local onde as janelas de oportunidades precisam ser literalmente construídas em comunhão. O local não tem sede própria, usa o pátio cedido pela Escola Municipal Bombeiro Geraldo Dias.

Esquilo, mais uma vez fez de suas conexões um instrumento para ampliar o impacto na comunidade. Pediu ajuda aos amigos para terminar de construir a sede do projeto. Tive a honra de ser a primeira da rede a conhecer a tecnologia social do Esquilo, mas o foco dele é mesmo erguer uma estrutura própria para atender as crianças, jovens e adultos. 


Essa construção pode ter elementos de ecoeficiência, para diminuir custos, capacitar a comunidade para a construção e soluções de baixo custo e sustentáveis, conscientizar todos e promover melhoria nas atividades, sócio, culturais, esportivas e artístico-filosóficas, atraindo mais jovens e crianças para os encontros.

O que vi por lá foram essas e muitas outras oportunidades no entorno. Não pude deixar de notar a vocação para negócios voltados para o turismo que dependam da qualidade ambiental da floresta que envolve a comunidade, colocando a todos ali para se beneficiarem da natureza e tornando-os assim mais, fortalecidos, conscientes  da necessidade de que manter a floresta em pé e limpa e de que isso poderá gerar emprego e renda, até a possibilidade de ter uma agricultura ecológica.

No Rio, vivemos um momento propício para projetos pertinentes como este. O mundo reconhece o Brasil como um protagonista global, mas é preciso muito trabalho e perseverança, foco e disciplina para erguermos a nova economia. Essa que será discutida na Rio+20.



Pessoas como Guilherme, que começou aos 13 anos nas aulas de capoeira do Esquilo e que hoje é um empreendedor comunitário, preocupado com as belezas naturais únicas que podem deixar de existir se não cuidarmos hoje, tem consciência, uma história de vida incrível e muita disposição para aproveitar as oportunidades.

Semana que vem marcamos com Guilherme uma caminhada na trilha conhecida por ele. Pela mata, chegaremos a um tipo de açude que ele quer preservar para as futuras gerações.

“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores, se não houver flores, valeu a sombra das folhas, senão houver folhas valeu a intenção da semente”. Henfil, já destacava o poder e o valor das boas intenções.


¹Frase de André Maurois – Ex-Ministro da Cultura da França e pensador
Palavras chaves : Conexão, local action, foco, perseverança, transformação, ética, trabalho.

Jeffrey Sachs



Jeffrey Sachs, diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia, nos EUA, afirmou recentemente em entrevista ao jornal “OGlobo” que Energia, segurança alimentar e cidades são os três problemas básicos que emperram a sustentabilidade no mundo.

Segundo ele, um sistema global de transição para matrizes energéticas de baixo carbono levará de 40 a 50 anos, se agirmos NOW! A produção alimentar não é sustentável tampouco suficiente para mais um bilhão de pessoas, que é a expectativa populacional global em 2024, totalizando 7 bilhões de pessoas. 

Os sistemas urbanos deveriam  aplicar as tecnologias disponíveis, pois segundo Sachs, “elas existem”. O que nos falta são valores e objetividade política, para colocarmos a ciência e a boa administração em prática!

Acusa o petróleo e sua rica indústria de vilões, defende a taxação dos ricos e a eliminação de subsídios ao petróleo para pressionar novos mercados mais sustentáveis e definitivos.

Lembra que na Rio 92  acordamos três tratados “sensacionais” em mudança climática, biodiversidade e desertificação, mas nenhum com força de lei ou sanções. Nas discussões a posteriori,” os tratados não pararam nas mãos de engenheiros ou cientistas, mas de advogados que discutiram o significado das palavras”.

A Mestre do Instituto de Economia da UFRJ, Dália Maimon, e Coordenadora do M.B.E em Economia e Gestão da Sustentabilidade, lembra dos documentos produzidos durante a Conferência da ONU no Rio sobre meio ambiente e desenvolvimento, em 1992:
ü   Declaração de princípios sobre o uso das florestas
ü   Convenção das Nações Unidas sobre diversidade biológica
ü   Convenção das Nações Unidas sobre mudança climática (UNFCC);
ü  Agenda 21
ü  Princípio de Precaução
ü  Responsabilidade Diferenciada

Jeffrey Sachs Defende para Rio+20 documentos e acordos sobre quais são os OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODSs) implementados a partir do Objetivos do Milênio. Aí sim a Rio+20 se tornaria histórica tanto quanto a Rio Eco 92.

Alguns temas do presente urgente que serão tratados em junho:




“O Brasil tem a responsabilidade da liderança global ao ser anfitrião das duas conferencias ambientais mais importantes” – cutuca Sachs.

As características do Brasil, territórios a plantar, tecnologia, biodversidade, matriz energética limpa, belezas naturais o tornam único, mas a vulnerabilidade política e sua sociedade acomodada que não pressiona, são grandes obstáculo no caminho brasileiro para o protagonismo no mundo.

Link abaixo fala sobre o novo ambiente político e econômico e sobre novas formas de medir as reais riquezas das nações!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Agricultura Sustentável


SISTEMA MANDALA DE PRODUÇÃO  INTEGRADA

Do ponto de vista religioso a tecnologia da Mandala para produção agrícola é inspirada no sistema complexo e integrado do cer humano e do universo. Inspirado no sistema solar mantém um núcleo no centro da mandala, trata-se de um reservatório de água que pode servir para criação de peixes e aves. As fezes dos patos alimentam os peixes, a água irriga a plantação e assim integrando todos os elementos, água, terra, plantas, ar, homem, animais o sistema gera renda, preserva os recursos naturairs, produz alimentos livres de agrotóxico e animais sem hormônios, ou estresse, e ainda sequestra boas quantidades de CO2.



Assuntos relacionados: sistemas agroflorestais, permacultura, agroecológicos e orgânicos, preservando as nascentes, recuperando e conservando as matas ciliares e fragmentos florestais os projetos fazem parte do Rio Rurtal, um programa do Governo Estadual do Rio apoiado pelo Banco Mundial.

Para implementar um projeto desses é bom mesclar a sabedoria local/tradicional do local com a transferência de tecnologias da academia para a comunidade!

A Mandala funciona mais ou menos assim:
Círculos de agricultura, o reservatório de água no centro, a criação de pescado e curral no segundo círculo, depois as hortaliças, pomar e os grãos.

Galinhas garnizés podem ciscar os insetos e fazer o controle natural das infestações, a irrigação pode ser feita por meio de uma bomba d´´agua movida a pedaladas de uma bicicleta comum sem gastos com energia elétrica, entre aros e roldanos o custo estimado para instalação desta bicicleta irrigadora é de R$350,00.
Chega a irrigar de 500 m² a 1000m². Astes de cotonete podem ajudar a espalhar a irrigação, o gotejador pode ser de pet e o aerador do reservatório movido a motor velho de geladeira.


GESTÃO DE TERRITÓRIO - Metodologias de Diálogos


Estudo de Campo 


METODOLOGIAS QUE PODERÃO SER APLICADAS no projeto:
"- Esporte e Sustentabilidade - 
Negócios Sociais para Esporte + Seguro na Cidade Olímpica®"

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARTICIPATIVO

Iniciando o planejamento participativo:

O que é a o Planejamento Estratégico Participativo?
Um escola diferenciada de planejamento, com o propósito de distribuir e equilibrar o poder, possibilita decidir juntos “o que” e “para que”² fazer combatendo a neutralidade e buscando coletivamente como contribuir na construção de uma realidade mais justa, igualitária e com desenvolvimento contínuo. O PEP busca o envolvimento da comunidade, a representatividade dessas pessoas no gerenciamento do projeto, gerando benefícios notáveis para todos, como conhecimento das problemáticas das áreas e “desculpabilizando essas pessoas”³ e estimulando o envolvimento e o comprometimento no desenvolvimento das atividades. A participação efetiva permite um aprendizado recíproco, maior compreensão das dificuldades enfrentadas para implementação das mudanças organizacionais, ações, e projetos, sensibilizando e por fim gerando cooperação para vencer as dificuldades juntos, com co-responsabilidades para obtenção de resultados positivos para todos.

MÉTODOS DE APLICAÇÃO DO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO

Primeiras atividades em comunidade:

OFICINAS

Objetivos - aprender fazendo, foco nas trocas de vivências e integração, diferenciando participação de presença.

Ferramentas - Visualização Móvel – técnicas de METAPLAN¹, tarjetas de cartolinas coloridas e claras, com tamanhos e formatos diferentes feitas por cada um. Serão usadas para registro das ideias, propostas, opiniões, e fixadas em um painel para visibilidade de todos.

PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS:

1-   Apresentação dinâmica;
2-   Apresentação dos assessores e dos objetivos da oficina, intenções, explicação da programação da oficina e proposta do projeto;
3-   Discussões sobre os treinos esportivos, oportunidades, seus benefícios, a importância dos Jogos para a cidade, seus problemas, conservação das estradas, da natureza, integração social, segurança, como os atletas podem contribuir;
4-   Colocar essas ideias em tarjetas e colá-las;
5-   Organizar grupos com ideias e propostas parecidas, para cada tema ter um desenvolvimento, como implementá-lo, como ser protagonista e se colocar dentro do processo;
6-   Apresentação dos trabalhos;
7-   Celebrar o início do planejamento participativo.

PRÓXIMO ENCONTRO REUNIR TUDO PARA QUE TENHA UMA LÓGICA UM SÓ OBJETIVO, INTEGRADO COM AS NECESSIDADES LOCAIS, CAPACIDADE E VONTADE DA COMUNIDADE.


DIÁLOGO OU INVESTIGAÇÃO APRECIATIVASOMADO AO COACHING

A Investigação Apreciativa foi desenvolvida pelo Dr. David L. Cooperrider, Professor da Universidade Case Western Reserve University (Case) em Cleveland, Ohio – EUA, onde chefiou o Departamento de Comportamento Organizacional, considerado o melhor do mundo em pesquisas publicadas no Financial Times em 2003 e 2004.
O foco desta metodologia está em tudo o que é positivo nas pessoas, nas organizações e no seu entorno.
“As organizações não são problemas, mas redes de relacionamentos conectadas a uma infinidade de capacidades e fortalezas”- disse Cooperider. Para ele, existem núcleos vitais cheios de recursos e potencialidades a serem libertados, trabalhados. A metodologia vai buscar esse núcleo, por meio de indagações apreciativas, do diálogo, de motivaações com histórias de sucesso, valorizando a vida, movendo sentimentos, exercitando a curiosidade e promovendo inspiração para a mente visionária.
Não valoriza as críticas ou os diagnósticos (que para ele são os supostos déficits), mas parte do princípio de que toda a gente e organizações e o seu entorno  têm capacidades positivas.
Por meio de perguntas de coaching, abertas e desafiadoras, desvendam-se os valores e as habilidades, potencializando o otimismo e gerando um estado emocional de disponibilidade e confiança. Neste estado as pessoas ficam predispostas a protagonizar soluções
É composto de 4 etapas o ouvir para valorizar, visualizar essas potencialidades, determinação de um tema central do núcleo positivo sobre o qual se baseará o diálogo e a inovação para soluções coletivas e criativas.

Flash Mob´s

É a abreviação de “flash mobilization”, que significa mobilização rápida, relâmpago. Trata-se de uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma ação previamente organizada geralmente nas redes sociais.

Círculo

Os participantes sentam-se em círculo. O coordenador/mediador/facilitador/assessor explica a dinâmica do círculo de diálogo. Formamos um ou dois círculos dependendo da quantidade de pessoas. Mais de 25 indicado formação de dois círculos um dentro do outro. Duas pessoas responsáveis por fazer com que o coordenador siga este modelo e façam todos os registros.

Momento inicial: apresentar os propósitos do encontro,  da organização, das pessoas que estão ali, apresentá-las, explicar que trata-se de uma escuta, que poucos de nós tivemos a oportunidade de sermos escutados. O círculo é o momento de falar sobre os temas que queiram.

Algumas palavras geradoras de diálogos já estarão definidas e dispostas no chão, em tarjetas de uma única cor, mostrando união. São palavras que direta ou indiretamente estejam alinhadas* . Os participantes deverão olhar, ler, saber quais são elas e colocar outras, cortar e escrever (ou pedir ajuda para escrevê-la) e dispor no chão.

Feito isso, cada um escolhe uma palavra. Se mais de um escolher a mesma, formar duplas, ou trincas, quantos forem. Cada um refletirá e as trincas/duplas conversam sobre as palavras e tentam responder às perguntas:

Por que escolheu a palavra?
Qual entendimento tem da palavra?
Que dimensão pessoal e coletiva possui?
Que desafios nos aponta a serem enfrentados na prática?
Como fazer ter significado para si e para a comunidade?
A palavra te estimula a agir?
Motivados pela palavra que ações faria para que a palavra afete positivamente a vida de todos?

Concluída esta etapa, reúne-se novamente o(s) grupo(s) para apresentação das respostas/ideias e propostas. Cada integrante, trinca/dupla comenta sobre as conclusões a que chegaram e coloca as palavras no meio do círculo, de forma aleatória ou interagindo com as já disponibilizadas,  podendo ou não formar um desenho.  Após a apresentação de todos os grupos, os participantes que quiserem se oferecem para resumir o círculo de diálogo.

Durante o resumo os representantes podem mudar os lugares das palavras no desenho formar um novo diagrama que espelhe as idéias do grupo, mas explicar porque mudou para o novo desenho. Se todos concordam ou querem mudar algum detalhe.

Para encerrar esta etapa, o coordenador/mediador/facilitador/assessor promove a reflexão final com base na seguinte questão: Com base nas reflexões que surgiram neste círculo de diálogo, que propostas vocês fazem para a comunidade?

PALAVRAS GERADOAS E QUADRO DE NÚMERO DE VEZES QUE FORAM MENCIONADAS

CELEBRA-SE A CONQUISTA DO OBJETIVO/BEM COMUM! Pergunta-se se participariam de outro círculo, se gostaram se fariam isso com um grupo se tivessem oportunidade, ondee com quem seria?

Tudo tem que ser registrado, foto e vídeo.

Numa outra etapa/encontro o círculo de diálogo, o coordenador/mediador/assessor facilitador resgata o objetivo/bem comum e conecta com outras possibilidades de bem coletivo. Neste momento, é possível retomar o registro das propostas para o documento final construído junto e assinado por todos, para a formalização de uma Carta de Recomendações/Intenções e compromissos que será considerada para a elaboração de um projeto mais consistente e de acordo com as necessidades/expectativas da comunidade.


¹Alemanha – 1970 – Consultoria Metaplan técnica para comunicação em grupo transformada em metodologia.
²fonte Danilo Gandin gaúcho, Mestre em Educação com ênfase em Planejamento Social
³Profª Cristina Salomão – M.B.E EGS 2011-2012 / IE – UFRJ
*Adaptação Gabi Hermes, inspirada pela escuta pedagógica e influenciada pela vivência no Hub

OUTRAS A SEREM ESTUDADAS:
Partipâmetro -
10 passos
No ritmo do corpo
5 passos
Descoberta
Word café
Open space
Hacker space