sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Bicicletas segundo o Conselho Nacional de Trânsito

A Campanha de Educação do Ciclista no Trânsito deveria ser para todos, motoristas e atletas cometem erros por ignorância, desconhecimento das leis.

A quantidadede ciclistas na rua aumenta, incentivados pelo maior número de ciclovias e de projetos e programas corporativos de adoção do espaço público para postos gratuitos de "locação" de bicicletas. No Rio de Janeiro, a iniciativa de um banco é responsável por boa parte deste novo hábito do carioca. É um cenário que só tende a crescer, e com ele os riscos de acidentes.

Nesses programas, louváveis, de ciclismo urbano das empresas faltam dicas de segurança, que preservem tanto a imagem do projeto/empresa, quanto a vida e segurança do cidadão. 

Imaginem se uma dessas bicicletas "laranjinhas" fossem vistas retorcidas, com o corpo de um ciclista estendido, atropelado do lado. Trágico, triste e péssimo para reputação e imagem da empresa. Bastaria apenas um acidente para colocar em dúvida toda a legitimidade desta ação de responsabilidade socioambiental da marca!
Ontem, quinta-feira, (02/Ago) levei uma fechada de um taxista NA CICLOVIA
(re)Adotei a bike como transporte. 
Entre 2004/2005 isso era um hábito. Comparando com 2012, as ciclovias estão melhores e mais numerosas, mas faltam CAMPANHAS EDUCATIVAS!
No meu caso, o taxista levou a pior. Uma viatura da Guarda Municipal estava passando. 
É um dos poucos casos de infração pelo Código de Trânsito.  
Deixei que o infrator e a autoridade pública se entendeseem, mas será que a multa foi aplicada? Eu deveria ter ficado lá e exigir a sanção! 

Neste caso abaixo, o ciclista foi atropelado por um taxista:


Enfim, o Conselho Nacional de Trânsito tem dicas didáticas para aplicação do Código de Trânsito e vamos disponibilizá-las aqui:

Equipamentos de segurança obrigatórios para bicicletas de acordo com o Conselho Nacional de Trânsito:
 
Campainha tipo trim-trim.
Refletivo, um adesivo como aqueles usados nas traseiras de caminhões não tem luz própria, mas se ilumina com o farol dos carros. Cores: branco ou amarelo na dianteira, vermelho na traseira e amarelo nas laterais e pedais.
Espelho retrovisor do lado esquerdo, no guidão.

RECOMENDA-SE
Farol branco na frente e vermelho com opção de pisca-pisca atrás.
Óculos de lentes transparentes, que também podem ser usados à noite. Protegem os olhos da poluição, da poeira e dos detritos no asfalto.
Luvas almofadadas e com couro na palma da mão, para evitar bolhas e esfolados.
Capacete não é item obrigatório pela legislação. Na dúvida, use-o, principalmente se você pedala em alta velocidade. Prefira um capacete com múltiplos ajustes, que fique bem preso à cabeça e sem folgas. Se possível, coloque refletivos na parte de trás e na lateral.

LEMBRE-SE
Para pedalar à noite, use roupas claras e refltivas, como coletes de tecido fluorescente. E mantenha os refletores limpos.
Esqueça o tocador de Mp3
e fique com os ouvidos atentos única e exclusivamente para o trânsito.
Leve a bike para revisão anualmente
. Ela será lubrificada e os cabos serão trocados. 

Consultoria: Escola de Bicicleta (www.escoladebicicleta.com.br) e Willian Cruz, autor do blog Vá de Bike (http://freeride.blig.ig.com.br/).

RESPEITE AS LEIS DE TRÂNSITO, pois assim você garante sua segurança e a do pedestre e evita conflito com os motoristas. Cuidado com cachorros, crianças brincando e idosos cruzando a rua. Para usar a calçada, desça e empurre a bicicleta. E lembre-se: ser gentil e educado é sempre a melhor saída.
           



Pedale à direita da pista! Se você colar no meio-fio, os carros podem passar muito
rentes e você pode cair só com o susto. Os automóveis são obrigados por lei a ultrapassara bicicleta a 1,5 metro de distância lateral, mas muitos motoristas nem sabem disso.









Não pedale na contra mão a velocidade de choque nesta situação é fatal.
Se você estiver a 20 km/h e um carro na direção contrária a 50 km/h, a velocidade de aproximação será de 70 km/h. Em caso de colisão, o estrago é maior. E o tempo para desviar, menor. O pedestre que cruza a rua e o motorista que dobra a
esquina só olham para o lado de onde vêm os automóveis.




SINALIZE O QUE VOCÊ PRETENDE FAZER COM ANTECEDÊNCIA.

Se for virar à direita, por exemplo, estique o braço nessa direção. Não faça movimentos bruscos: não entre numa rua sem olhar nem mude de pista sem avisar, por mais que o carro esteja longe. Se você sinalizar, o automóvel diminui.
TENHA CERTEZA DE QUE O MOTORISTA QUE VAI FAZER A CONVERSÃO ESTÁ VENDO VOCÊ
Faça um sinal para ele. Se precisar, dê um grito: "Olha a bike!" Mas não fique olhando para trás o tempo todo. Colisão por trás do ciclista corresponde a menos de 1% dos acidentes.

PARA VIRAR À ESQUERDA NO CRUZAMENTO
Peça passagem e vá mudando de pista, caso você seja experiente. Do contrário, desça da bike e atravesse na faixa, como pedestre. Seja cauteloso. Sempre existem aqueles que decidem dobrar a esquina de última hora e pensam: "Bicicleta vai devagar, dá tempo".

SE VOCÊ VAI SEGUIR EM FRENTE E MUITOS AUTOMÓVEIS FOREM VIRAR À DIREITA,
Faça um sinal para a frente com a mão esquerda, que é a que os motoristas vêem melhor. Se o tráfego
estiver muito intenso, encoste no meio-fio, espere os carros passarem e, então, continue.

TENTE DESCOBRIR O QUE OMOTORISTA VAI FAZER
Para onde ele está olhando? De quanto tempo ele precisa para frear? Olho no olho funciona - principalmente se for combinado com um sorriso. Se não der para ter contato visual, preste atenção nas rodas dianteiras, que viram antes de o carro mudar de posição.



CUIDADO COM AS PORTAS DE CARRO ABRINDO - e também com buracos, bueiros e valetas. Se um carro estacionar mais à frente, baixe a velocidade. E siga sempre a instrução de andar a 1 metro da
lateral da pista. O risco maior de levar uma portada não é nem o choque, mas você cair na rua e ser atropelado.

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