PRIMEIRA EXPERIÊNCIA INDÍGENA DE REDD

4 milhões ao ano até 2038 será a rentabilidade dos índios suruís, da Amazônia, com uma nova commodity, o carbono da floresta mantida em pé.

O projeto com os índios suruís começou a ser desenhado há quatro anos. Em 2008, o chefe da tribo Almir Suruí (37) ganhou fama ao se tornar parceiro do Google para monitorar o desmatamento na terra indígena.



Os desafios foram muitos, desde o envolvimento de 25 aldeias (1350 pessoas) e a expulsão de uma centena de madeireiros,  até demonstrar  para pessoas que mal falam o português que manter a floresta em pé é mais lucrativo a longo prazo.

O mercado ilegal de madeiras gera segregação e desigualdades de renda dentro das comunidades indígenas.
Em 2007, começaram as negociações para implementação do REDD. A ONG americana Forest Trends arrecadou doações para startar o projeto pioneiro. Cerca de US$ 1 milhão de dólares foi o custo da montagem do projeto, parte foi para o Idesam que projetou o quanto seria desmatado até 2038 sem o REDD. A outra parte dos dólares bancou gastos jurídicos para determinação dos direito dos índios ao carbono de suas terras.
Com certificação internacional dos selos Verified Carbon Standard (VCS - avalia criteriosamente a metodologia de avaliação da redução de emissões, dando garantias aos investidores) e Climate, Community and Biodversity (CCB - atesta que o projeto não afeta a biodversidade tampouco os direitos indígenas), os contratos do projeto terão de um lado os suruís de outro empresas interessadas em neutralizar emissões oriundas do ciclo produtivo. É o chamado mercado de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento), que compensa financeiramente a manutenção de florestas tropicais e subtropicais mitigando o gás carbônico que causa o aquecimento global.
O dinheiro será aplicado em um fundo soberano destinado a alavancar a economia sustentável, como ecoturismo e a produção agrícola em terras já desmatadas. Um fundo  de estímulo a economia verde na região, ou seja, financiará atividades de baixo carbono .
A FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e a Advocacia Geral da União (AGU) investigam 30 contratos deste tipo, um deles é entre índios mundurucus do Pará e uma empresa irlandesa, a Celestial Green que proíbe a tribo de usar a própria terra!!
No caso dos suruís os contratos só foram assinados pela tribo após a validação, antes entregavam suas terras à exploração ilegal de madeireiros.
O REDD NO MUNDO
Trata-se de um mercado mundial com regulamentação prevista para 2020. Em 2010, cresceu 35% e movimenta US$ 250 milhões por ano só com iniciativas voluntárias.
Na aldeia
Os índios têm a obrigação de manter a floresta em pé, com a redução do desmatamento e recebem dos compradores Us$ 8 dólares por tonelada de CO2 não emitida e estes grupos econômicos  “ganham direito” de continuar poluindo, mas compensando suas emissões.
O projeto tem meta de evitar o desmate de 13,5 mil há até 2038.
FONTE: Folha de São Paulo / Segunda 9/04.
MAIS INFOS:
 - ideia(premiação para três e 200 milo de prêmio) – filme e vídeo –
Fotografia linguagem e registro esético diferenciado, mostrar inovação
Inscrição até 15 de maio
Premiação 10 mil reais

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sistema da economia de materiais

RESILIENCIA

MENTES DE FERRO COMEÇA SUA HISTÓRIA