domingo, 13 de fevereiro de 2011

Rio + VERDE (www.inverde.org)



REVOLUÇÃO AMBIENTAL E MENTAL

O acúmulo de lixo deixado em praças públicas, e nas praias, após os ensaios dos blocos de Carnaval na Zona Sul do Rio de Janeiro, antes mesmo da folia realmente começar, levantam uma questão: a sociedade carioca (e os visitantes) está preparada para um Rio+Verde?

A sujeira das ruas estimula a proliferação de baratas, ratos, contágio de doenças, entope os bueiros, aumentando a gravidade e a ocorrência das enchentes, além de alterar a estética da cidade, afetam o equilíbrio ecológico do ambiente.

As chuvas estão cada vez mais severas, por conta das mudanças climáticas. Mesmo as áreas com boa cobertura vegetal deslizam sobre as cidades e moradias a exemplo do que ocorreu na serra do Rio recentemente. As árvores, além de servirem de barreira física natural aos deslizamentos,  são fundamentais para o equilíbrio de nosso ecossistema e amenizam as altas temperaturas das áreas urbanos densamente povoadas, retendo a umidade nos proporcionando sombra.

O homem tem um grande poder de destruição, é inegável, mas também é o único ser vivo com capacidade de reconstrução. Temos a nosso favor a razão e a ciência, dois poderosos atributos que juntos são capazes de criar maneiras de adaptar o nosso modo de vida à gigantesca crise ambiental contemporânea.

Para as cidades já há a possibilidade de usufruto da infraestrutura verde. Estudado nas universidades, este conceito pouco a pouco chega ao ambiente urbano.

“Conceito emergente de planejamento e projeto, principalmente estruturado por uma rede híbrida hidrológica e de drenagem, completando e ligando áreas verdes existentes com infraestrutura construída, fornecendo funções ecológicas”. (J. Ahern 2008).

Os estudiosos têm as soluções, mas a sociedade está preparada para entrar nesta onda verde/azul? Os cariocas, e os visitantes que crescem a cada ano na cidade, não têm demonstrado consciência, nem inteligência. Falta o sentimento de pertenciamento ao planeta, ao país, ao bairro às ruas por onde passam. A praia e as ruas são locais públicos, são de todos e não espaços onde não há leis, nem regras. O trânsito tem suas leis, os pedestres também deveriam ser fiscalizados e punidos, repreendidos e constrangidos ao sujarem as cidades.
Como seriam recebidos os itens que constituem a chamada infraestrutura verde? Seriam respeitados, cultivados e admirados? Seriam considerados mecanismos que preservam a própria vida desta geração e das futuras? 

Abaixo segue uma lista de mobiliários urbanos verdes apresentados pela Mestre  Lourdes Zunino no BEM da COPPE UFRJ – 2011.

Naturalização dos canais -

Biovaleta -


Jardins de chuva, para acumular água das chuvas, os canteiros contém a água de chuva,

Recuperação dos reservatórios de água de chuva –
Lagoas artificiais –

Telhado verde, plantio em laje de cobertura de prédio,com manta de impermeabilização, diminui ilha de calor com suculentas para diminuição de ilha de calor,

Concreto poroso ecocreto –
Asfalto ecológico de pneu - + permeável para drenagem.
Torres de vento, banheiros secos (biosaneamento) coleta de rede de água cinza e negra com sistema de biodigestores – banheiros secos da Corea eeco vilas entre outros

Fontes:
OIA - O instituto ambiental
Aula - Lourdes Zunino
CBN – André Trigueiro

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