domingo, 26 de dezembro de 2010

Economia verde

Na postagem Retrospectiva Sustentável 2010 o blog falou em valoração da biodiversidade e como isso pode atrair empresas e organizações para assumirem compromissos efetivos com a redução dos impactos ambientais das atividades dos negócios.

A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês) é um estudo que foi divulgado no dia 20 de outubro, em Nagoya (Japão), durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP10).

Segundo o documento, os danos ao capital natural, incluindo florestas, mangues e pradarias variam de US$ 2 bilhões a US$ 4,5 bilhões ao ano, mas esse prejuízo não é formalmente contabilizado. O líder do estudo ligado ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o economista Pavan Sukhdev, defende que tal "invisibilidade" precisa mudar para que medidas sejam tomadas no sentido de salvar os ecossistemas, fontes vitais de alimento, água e renda.

"Não podemos tratar isso de fora leviana", alertou Sukhdev em entrevista coletiva. "Infelizmente, a ausência de uma lente econômica para refletir essas realidades tem significado que tratamos esses assuntos de forma negligente, que eles não são centrais nas discussões de política pública ou de negócios", criticou em seguida.

Sukhdev apresentou em Nagoya a parte final de diversos relatórios Teeb que analisam o valor da natureza, incluindo florestas que purificam o ar, abelhas que polinizam plantações e recifes de corais que abrigam milhões de espécies. O documento cita, por exemplo, que reduzir o desflorestamento pela metade até 2030 cortaria o dano causado pelo aquecimento global em mais de US$ 3,7 trilhões, enquanto que as abelhas da Suíça garantem uma produção comercial agrícola avaliada em US$ 213 milhões.

Economias emergentes como Índia e Brasil prometem usar o Teeb como guia. "No nível nacional, estamos discutindo a implementação de um estudo Teeb de nosso capital natural, e o setor privado brasileiro também planeja ir na direção de uma abordagem prática e sustentável", informou em nota o secretário do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias.

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