sábado, 12 de junho de 2010

Importância da ética na comunicação corporativa para a gestão da mente

Conhecimentos para promoção de um novo mind set organizacional que viabilize a aplicação do Triplo Bottom Line

Empresas estão revendo suas gestões. É uma questão de sobrevivência se adaptar às mais recentes exigências do mercado: transparência, relacionamento, cuidados com a sociedade e preservação do meio ambiente.

Públicas ou privadas, as instituições exigem cada vez mais de seus colaboradores ideias inovadoras para vencer esses dilemas da contemporaneidade. Mas para que ideias se transformem em ações é preciso um esforço coletivo no sentido da mudança.

Para mudar, convencer é preciso! Argumentos bem fundamentados, claros, que busquem gerar conhecimento, entendimento e reconhecimento das necessidades atuais são necessários para vencer a resistência às mudanças. acesse o blog desta imagem

O Triplo Bottom Line é um guia, um conceito, um parâmetro que mede o grau de comprometimento de uma empresa com o desenvolvimento sustentável. Também é conhecido como os 3 Ps (people, planet e profit).

Desde o final do século passado, as empresas pioneiras vêem se esforçando para implementar este conceito em todas as suas ações, ou seja buscam os bons resultados nas três dimensões do triplo bottom line: social, ambiental e econômica.

As três dimensões ou dilemas representam os desafios que a sustentabilidade impõe a toda humanidade. A crise do modelo econômico de 2008 expôs as fragilidades do neo-liberalismo, mas não significa a morte do capitalismo como o ocidente está acostumado a praticar.

O que o triplo bottom line vem sugerindo é que o caminho que a sociedade percorreu até aqui não está dando certo, que serão precisos novos mecanismos de desenvolvimento, produção e distribuição, para garantir a qualidade de vida e segurança natural para as gerações futuras.

As empresas acostumadas a emitirem apenas balanços financeiros atrativos para os investidores e rentáveis para seus acionistas agora devem incluir em seus mapas de ação boas práticas sociais e de preservação do meio ambiente. Há uma longa estrada pela frente até sermos capazes de gerir o mercado de forma mais estratégica, humanista e sustentável.

Este tripé da sustentabilidade propõe às empresas a incorporação de novos valores, mas não diz como alcançá-los, não diz como operacionalizar essa transferência para o crescimento da marca e sustentabilidade do negócio nos dias de hoje.

Sob esta premissa, surge o quarto bottom, tese de doutorado defendida pelo professor Evandro Euriques, coordenador da Escola de Comunicação da UFRJ. A teoria do quarto bottom line propõe o “rompimento das diferenças mentais e uma limpeza da caixa mental”. Um “novo mind set” que altere o quadro referencial abrindo espaço para novas idéias dentro da mente de cada indivíduo numa organização.

Evandro ensina que “nós somos o que pensamos, o que afetamos, o que nos afeta, o que percebemos”. Se pensarmos como seres socialmente responsáveis agiremos como tal e teremos grande poder de atrair e multiplicar essas idéias.

A lógica do raciocínio de Euriques diz que para operacionalizar essa mudança cultural é preciso gerar conhecimento às pessoas, fazê-las entender que vivemos um momento emergencial e decisivo para a humanidade. Despertá-las para o engajamento, comprometimento com o futuro e para a necessidade de que cada um desempenhe com ética o seu papel dentro da sociedade.

As empresas serão a extensão das boas práticas de seus colaboradores e seus colaboradores os multiplicadores dessas ações. Mas como despertar corações e mentes para os novos valores?

A Sustentabilidade tem trazido à tona a necessidade de uma Comunicação mais afetiva, subjetiva no sentido de falar com e para o sujeito como pessoa. Uma Comunicação distinta da instrumental, usada apenas como meio de impulsionar uma marca, desprezando a imensa capacidade de prover a mente de conhecimento capaz de transformar.

Um grupo étnico da África Ocidental costuma dizer ORILAXÉ – “a cabeça tem o poder de transformação”. A etnia tem razão! A Comunicação que transmite a verdade, a realidade do pensamento da corporação e que seja norteada pelos princípios éticos profissionais. Orientada pelo “sentido democrático das conexões, das alianças, das conquistas tecnológicas, das intervenções nos territórios. É sim capaz de tocar mentes e corações e transformar o atual e imenso acúmulo de crises em novas oportunidades, em um futuro que faça sentido.
A respeito desse futuro o Professor Euriques tece seus comentários:
Um futuro fundado em valores comunais, que garantem a coesão social. E, como todo futuro, ele é sempre construído agora, pelo poder do pensamento claro, complexo e focado: por uma Mente Sustentável.
Quanto a forma de comunicar a Associação Brasileira de Imprensa diz que a “informação transmitida pelo jornalismo é um bem social (público) que pode ajudar a mitigar a intolerância e o desentendimento entre os povos, estimular a solidariedade e o direito à dignidade de todas as nações, respeitando a privacidade, a dignidade humana e o interesse público”.

O Jornalismo, segundo os princípios fundamentais declarados pela UNESCO, “é uma das profissões que, nos dias de hoje, deve exercer a responsabilidade social para melhoria democrática da sociedade, conduzindo um diálogo que promova a paz e a justiça em todo o planeta e promovendo a democratização das relações internacionais no campo da informação”.

O Código de Ética dos Jornalistas diz, entre outras normas, que “o exercício da profissão é uma atividade de natureza social e de finalidade pública”.

Todos esses guias de conduta dos profissionais de comunicação orientam para um desempenho de tarefas com ética e compromisso para com os valores universais do humanismo.

Como não temos conseguido Sustentabilidade como a precisamos a teoria do Quarto Bottom Line, criada em 2005, pelo Professor Euriques, o ponto cego do Triple Bottom Line, nos faz enxergar que a Comunicação Corporativa é determinante para o sucesso de uma estratégia que queira elevar a empresa ao patamar da Sustentabilidade.

O Quarto Bottom Line nos orienta para primeiro unir corações e mentes no sentido de agir em prol de um mundo melhor. Convencer as pessoas da importância de cada um, de cada boa ação, de cada intenção e de que somos capazes de repassar isso às próximas gerações isso é a Gestão da Mente Sustentável .

Um comentário:

Paulo Tamburro disse...

NÃO CONHECIA O SEU BLOG.

ACHEI REALMENTE, MUITO INTERESSANTE E TENHA A CERTEZA DE QUE VOLTAREI SEMPRE AQUI.

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