quinta-feira, 27 de maio de 2010

LINHA DO TEMPO SUSTENTÁVEL

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SUSTENTABILIDADE:
COP15
O ponto de partida para esta linha do tempo foi uma das primeiras catástrofes ambientais graves que fez sociedade, governo e setor privado refletirem sobre o insustentável paradigma de desenvolvimento unidimensional. Leia também: adendos sobre sustentabilidade, que aponta datas anteriores a esta e traz outras informações.
1956 – Lei do Ar Puro na Inglaterra, primeiros danos da intervenção do homem no meio natural, externalizados os custos ambientais na saúde e na qualidade do ar na Inglaterra, o parlamento inglês aprovou a 1ª lei destinada a poupar o meio ambiente e humano das atividades econômicas;
1962- Livro “Primavera Silenciosa”, estudo que evidenciava a diminuição das aves nas áreas rurais onde o DDT era utilizado como pesticida;


1968 – Conferência da Biosfera – aspectos científicos UNESCO e Constituição do Clube de Roma http://migre.me/Hnnd  Fundado por Aurelio Peccei, industrial e acadêmico italianao e Alexandre King, cientista escocês. O Clube tornou-se conhecido em 1972 com a publicação de um relatório conclusivo elaborado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) chamado de "Os Limites do Crescimento". Livro sobre meio ambiente mais vendido na história, 30 milhões de cópias. O Clube tem sede atual na Suiça e continua influenciando o mundo com seus relatórios. Recentemente, o Fator 5 - Novo Ciclo para Economia - foi publicado por um de seus membros e propõe caminhos para uma economia mais verde. Segundo a obra, a nova economia se baseia na utilização mais racional dos recursos e da produtividade e sugere outras formas de tributação. A taxação deveria se concentrar numa forma de controle da extração de matérias-primas e na produção mais limpa de todos os produtos, não tanto sobrecarregar os empregadores no momento de contratação de trabalhadores, o que estimularia a geração de novas empresas e novos postos de trabalho. 


1971- Painel de Founex (acima), que identificou desenvolvimento e meio ambiente como “dois lados da mesma moeda”, ainda com noção de ECODESENVOLVIMENTO;
1972 – Publicação “Limites do Crescimento”, Dennis Meadows, Crescimento Zero X teorias do crescimento econômico, propalado pelas teorias econômicas e Conferência de Estocolmo – ONU sobre o Meio Ambiente Humano (1º grande encontro das nações sobre o assunto)
1982 – PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, comemora os 10 anos da Conf. De Estocolmo;
1983- Criação da Comissão Mundial Independente sobre Meio Ambiente que lançou a Estratégia Mndial de Desenvolvimento que visava harmonizar o desenvolvimento socioeconômico com o meio ambiente;
1987 – Relatório Brundtland e a definição do valor DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL “a habilidade das sociedades para satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das futuras gerações de atenderem a suas próprias necessidades”.
1988 – A ONU propõe a Rio 92 para discutir as conclusões do Relatório Brundtland e comemorar 20 anos da Conferência de Estocolmo.
1992 - Rio Eco 92 um MARCO na evolução da discussão sobre DESENVOLVIMENTO e Meio Ambiente(que incluiu todas as necessidades dos países em desenvolvimento e as relações com organismos internacionais);
1997 - assinatura do acordo de redução em 5% de emissão do GEE´s até 2012 quando expira o documento, 189 nações participaram do encontro na cidade japonesa de Kioto (ao lado). Apenas Austrália e EUA ficaram de fora. Único tratado que obriga redução de emissão de CO2 entre os países industrializados.
2007 - 13ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bali, na Indonésia, os 187 países participantes concordaram em iniciar negociações para formular o substituto de Kioto, que deverá entrar em vigor em 2013. Com a mudança de governo os australianos voltaram atrás e ratificaram o acordo. Edição do Mapa do Caminho que prevê acordo climático até Copenhangen.
2009- 15ª Conferência do Clima em Copenhague, na Dinamarca. O acordo na COP15 limitou em 2º (graus) o aumento da temperatura em relação a era pré-industrial, manteve responsabilidades diferenciadas entre países ricos e pobres e obteve consenso em temas como a necessidade de ajuda financeira e tecnológica aos países em desenvolvimento, com repasse de conhecimentos que os ajudem a progredir de forma sustentável. Mas o desapontamento foi geral, o reusltado final da COP 15 não representou um acordo climático vinculante, com força de lei.
2010 – Conferência do Clima da ONU prevista para os dias 31 de maio a 11 de junho na cidade de Bonn, Alemanha e COP 16 prevista para 29 de novembro no México deverá focar em obrigações mais severas.

...2013 - Novo acordo será estabelecido com a esperança de que sejam ampliadas as metas de redução de emissão de GEE´s, que os países emergentes como os Bric´s sejam incluídos assim como nas metas de redução de desmatamento, um desafio para o Brasil. Espera-se que o novo tratado não imponha limitações de cunho imperialista, que prejudiquem o comércio exterior desses países sob a justificativa de não cumprimento às metas de cadeia produtiva sustentáveis e que se leve em conta todos os avanços conquistados e que outros sejam firmados desde o início das Rodadadas de Negociação promovidas pela OMC, em Doha.

Mix de fontes: FGVoline, Veja.com abril de 2008 e Blog Economia e Meio Ambiente, Amalia Godoy, amazonialegal.com.br, EMBRAPA.org.br, ultimosegundo.ig.com.br, http://www.clubofrome.org/).

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